sábado, 11 de abril de 2009

Porto, Portugal! Um pedacinho do Brasil na Europa

Acordamos às 5 horas da manhã para arrumar as últimas coisas para partirmos rumo a Portugal. Eu e Raquel tiramos o peixe do seu sujo aquário. Peixe? Sim, temos um peixe em casa. Quem trouxe ele para nosso lar foi nossa companheira de piso, que é um pouco estranha. Ela foi viajar para sua terra (Palma, uma das Ilhas Canárias) e deixou o pobre do peixe em casa, ou seja, sua morte estava próxima.
A gente pensou em várias soluções para o peixinho, até que resolvemos que a melhor alternativa era jogá-lo num rio. Sim, provavelmente morrerá, mas ao menos não será dentro de um aquário por falta de oxigênio e de fome, mas sim num rio e ainda servirá de alimento para algum outro bichinho. =)
O Matthiu, um francês que é nosso colega de Espanhol, chegou às 6 horas para nos buscar. Quando o elevador chegou no térreo, eu com o saco do peixinho na mão, encontramos uns vizinhos (até então desconhecidos) exalando cachaça, chegando da festa, como sei que bêbado aceita tudo, ofereci o lindo peixinho a eles. Dito e feito, aceitaram o presente na maior alegria. Só espero q estejam cuidando bem dele!!
Agora estava tudo certo, após o final feliz do peixe, iniciamos nossa viagem de cinco horas até a cidade de Porto, em Portugal.
Logo que saímos, nos perdemos! Acho que não comentei ainda, mas aqui todos os carros tem GPS, inclusive os taxis. Ele é muito prático e útil, mas até o final dessa viagem mudarei um pouco minha opinião sobre eles, mais tarde conto porque. Bom, mesmo com o GPS, o Matthiu se perdeu e entramos numa ruazinha de terra e com um cheiro de lixo. Logo, voltamos a estrada certa.
Durante o trajeto meus pensamentos voaram por aquelas terras desertas. De repente começou a aparecer muitos geradores de energia a vento, também passamos por alguns geradores de energia pelo sol (muito interessantes, na primeira vez que os vi não entendi direito para que serviam, mas depois percebi que captavam alguma coisa lá de cima). Além dos geradores, havia, no alto das montanhas, resquícios de neves. Gosto tanto de ver neve, um dia ainda farei um boneco com ela!
As estradas são muito boas, é fácil de imaginar que nelas não têm buracos e tão pouco congestionamento, na maioria das autopistas a velocidade máxima permitida é 120km/hora. As placas, na noite, têm luzes piscantes (que coisa!) e as faixas que delimitam a estrada têm alguma coisa (ñ sei como explicar), mas sempre que você passa com o carro por elas, faz um barulhão, achei isso muito interessante e seguro, caso você durma no volante e vá pra fora da pista acordará com o barulho.
Chegamos em Porto, uma cidade muito conhecida pelo seu famoso vinho. Porto é muito bonita e me fez recordar muito o Brasil... Portugal é, sem sombra de dúvida, um país muito diferente dos outros europeus. Tá certo que só conheço a Espanha, mas imagino como sejam os outros. Portugal é mais povo, as casas são mais humildes, tem vários cortiço, carros populares, pessoas simples, gatos nas ruas, enfim, um país mais simples e muito parecido com o Brasil. Foi tão bom chegar num lugar e ouvir e falar português, na verdade foi um tanto confuso, eu falava espanhol com os portugueses e português com quem eu devia falar espanhol, como com os franceses! Hehehe Foi uma confusão... No final eu já estava falando um portunhol com o português de Portugal.

Começamos conhecendo a parte histórica de Porto, que é Patrimônio Mundial. Subindo ladeiras, com casinhas de no máximo três andares em ambos os lados, coloridas, fomos descobrindo essa cidade encantadora. Gostei muito! Porto me lembrou muito a Bahia, por si só e também por ter muitas igrejas e lugares com os mesmo nomes, como por exemplo: Pelourinho, Catedral da Sé, Igreja da Lapa...
No primeiro dia, conhecemos Palácio da Bolsa, Igreja e torre dos Clérigos, Praça da Liberdade, Catedral da Sé, Pelourinho, Estação de São Bento...
Na Praça da Liberdade, estava tendo uma guerra de almofadas. Haviam vários jovens com seus travesseiros e com muita vontade de acertar alguém, bem divertido, em abril terá uma na nossa cidade, talvez eu vá, mas terei que comprar um travesseiro, então não sei...
Ahhh estava esquecendo de contar uma coisa muuuito importante: ao chegarmos em Porto, fomos almoçar e comemos um delicioso feijão!!!!! Hum, estava uma delícia. O Matthiu, francês, nem quis provar o feijão... Os franceses têm cada uma, contarei aos poucos, mas uma das mais chocantes é que erva-mate é proibida lá. Adivinhem por que? Porque tudo que é desconhecido para eles, é proibido, por medida de cautela! Que absurdo. Quando Vicent me falou isso eu disse para ele 'já que vocês são tão bons, porque não fazem um estudo para ver as conseqüências da erva-mate'... Outra, fomos estacionar e um flanelinha veio nos ajudar, quando veio cobrar, o Matthiu achou o cúmulo ter que pagar e não conseguia entender que existem pessoas que ganham a vida assim. Franceses, Franceses... Ah, eles são os melhores do mundo, lá têm os melhores motoristas, as melhores comidas... (um parentese: na viagem haviam quatro franceses, dois meninos, Vicent e Matthiu, e duas meninas, Lina e Caty. As meninas são fantásticas, duas pessoas muito queridas, divertidas, simples.. Totalmente oposto dos meninos. Todos esses comentários dos franceses, são referidos aos meninos).
Terminamos o dia tomando cerveja portuguesa, Super Bock, e comendo uma Francesinha e bacalhau, típicos de Portugal.

No segundo dia, foi um dia de frustrações.. hehe Tá, nem tanto... A primeira foi a Faculdade de Arquitetura. Tínhamos um guia feito por uma menina de Porto e lá estava escrito que devíamos conhecer a Faculdade. Ok, lá fomos nós! Depois de subir muito, mas muitos morros, chegamos aonde o mapa indicava estar a incrível Faculdade. Mas não víamos nada de extraordinário. Passamos por uns blocos e eu e Raquel comentamos “que feio”. E, adivinhem? Ali era a Faculdade de Arquitetura, que, segundo a menina portuguesa, era indescritível, de uma arquitetura moderna e blá blá blá... Tá certo que gosto, cores e amores não se discute, mas pra mim aquilo não tinha nada de moderno!
Aí fomos conhecer a Sinagoga Kadooric. Estava fechada e, sinceramente, nada demais!
Seguimos até a Casa da Música, também uma construção moderna (essa sim era moderna!). Dizem que lá tem a melhor acústica do mundo! Dentro é bem legal, cheio de decorações modernas!
Nesse momento, eu, Quel e Caty nos perdemos do resto do grupo. Então fomos conhecer o Palácio de Cristal. No caminho passamos pelo monumento aos Heróis da Guerra Peninsular. O Palácio não tinha nada demais, mas valeu pelo seu jardim e pela vista linda do Rio Douro.
Encontramos o povo e fomos numa Cava, lugar de armazenamento de vinhos. Na verdade, eu e a Quel não entramos, ficamos no carro dormindo...

Fomos à praia ver o pôr do sol, muito lindo! Estava muito pensativa e nostálgica, praia me traz muitas lembranças...

Bom, aí fomos ao camping fazer um 'barbacoa', churrasco em espanhol. Compramos uns espetinhos, umas salsichas, pão e vinho. Nós cantamos músicas brasileiras, principalmente Raul e os franceses cantaram suas músicas. Foi bem divertido!

Voltamos para o albergue (eu e Gabi)... Amanhã partiremos para Coimbra!!

3 comentários:

  1. Eu e a Tha não somos preguiçosas não... É que às vezes preferimos evitar a fadiga!
    Descubrimos que vida de turista não é fácil... dormir pouco, subir e descer morros, tirar fotos, isso tudo cansa muito viu!!! heheheh

    Mas agora descobrimos o segredo, algumas horas de descanso num parque, deitada no sol é o remédio...
    Bjinhos!
    Quel

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  2. ola!! estava pesquisando sobre porto e descobri seu blog, mto interessante! tenho uma duvida com relacao a qtos dias seriam necessarios para se explorar lisboa e porto...pensei em 6 dias em lisboa e uns 4 para porto, assim dava tempo de explorar as cidadezinhas das redondezas tambem, o que acha? aguardo seu retorno! hancintia@gmail.com
    beijos

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  3. Só quero fazer uma observação...

    Conheço bem a cidade do Porto, onde nasci... e conheço bem o Rio Grande do Sul, onde vivi...

    Quando afirmas que, passo a citar:

    "uma das mais chocantes é que erva-mate é proibida lá. Adivinhem por que? Porque tudo que é desconhecido para eles, é proibido, por medida de cautela... "

    não é verdade.

    O chimarrão não e tradição nesta cidade, nem aqui, nem em nenhuma cidade da Europa... mas daí a ser proibido...

    Corrige o texto, não só neste capítulo...

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