Saímos de Porto ao meio-dia, com destino à Coimbra. Dessa vez fui no carro do Vicent, um furgão. Demoramos umas duas horas a mais que o outro carro, mas chegamos!
Passamos por um pedágio, o único da viagem, porque os meninos, até então, só haviam escolhido estradas sem pedágios. Tivemos que pagar 26,50 euros, acreditem? Muito caro!!! Tá certo que foi cobrado mais porque o carro é alto, a taxa de um carro normal é 15 euros, também muito caro!
Passamos por um pedágio, o único da viagem, porque os meninos, até então, só haviam escolhido estradas sem pedágios. Tivemos que pagar 26,50 euros, acreditem? Muito caro!!! Tá certo que foi cobrado mais porque o carro é alto, a taxa de um carro normal é 15 euros, também muito caro!
Ao chegarmos em Coimbra, Gabi e eu descobrimos que nosso albergue era a uns 40km da cidade, agora a gente sabe que devemos confirmar a localização antes de fazer a reserva... Aí colocamos nossa mochila nas costas e saímos a procura de um lugar barato. Encontramos a Pensão Atlântida. Subimos uns três andares de escadas, havia uma porta fechada, parecia que não havia ninguém lá dentro, estava tudo escuro. Tocamos a campainha. Alguns minutos depois, uma velhinha um pouco descabelada, magrinha, abriu a porta. Ela era um pouco surda, precisávamos falar alto e perto dela para que nos escutasse. Havia um quarto para nós duas e era barato. Resolvemos ficar por lá. Entramos na pensão, subimos mais uma escada. Um gato preto no caminho. Entramos no nosso quarto, havia um pouco de cheio de velho. Só um detalhe. O quarto era aqueles quartos de vó, com uma penteadeira, um guarda-roupa e uma cama de casal de madeira bem grande. Havia, também, um chuveiro e uma pia dentro do quarto. Legal!
Deixamos nossas coisas lá e fomos conhecer Coimbra. Encontramos o pessoal na Universidade de Coimbra, que é a mais antiga da Europa. Foi fundada em 1290 e transferida definitivamente para a cidade em 1537. A foto abaixo é do Paço das Escolas, vulgarmente conhecido como Páteo da Universidade. A esquerda tem a Capela de São Miguel e a Torre da Universidade. Ao centro, a Via Latina, colunata maneirista, edificada no século XVIII. A direita, a Porto Férrea e o antigo Colégio de São Pedro.
Vistamos a Biblioteca Joanina (foto abaixo). Foi construída em 1717, em estilo barroco. É toda feita de madeiras exóticas (brasileiras e orientais), requintadas pinturas e notável douradora das estantes, que surpreendem os olhos. O edifício alberga cerca de 200.000 volumes. Os livros podem ser consultados, através de um pedido fundamentado os motivos da consulta, então o livro é levado para a Biblioteca Geral, ficando aí a disposição do interessado. Há um enorme cuidado porque são livros datados dos séculos XVI, XVII e XVIII. Sim, são aqueles livros enooormes, de folhas douradas.
Olha que interessante! Estava acontecendo uma calourada dos alunos de economia. Eles estavam todos vestidos com um colete, um boné vermelho, um bico pendurado no pescoço e obedeciam ordens dadas pelos veteranos. Esses usavam um traje preto (homens, terno e gravata, mulheres talleur) e todos usavam uma capa preta por cima. Essa roupa é um traje universitário, usado simplesmente para ir a aula até em eventos (principalmente nestes). Sua finalidade é demonstrar que ninguém é melhor que ninguém, por isso estão todos iguais.
Depois conhecermos a Universidade, fomos fazer um lanche no Largo da Portagem.
Na foto abaixo é visível a estátua de Joaquim Antonio de Aguiar, o Mata-frades, representado a assinar o decreto de extinção das Ordens religiosas. E, à esquerda, o o belíssimo edifício do Banco de Portugal.
Na foto abaixo é visível a estátua de Joaquim Antonio de Aguiar, o Mata-frades, representado a assinar o decreto de extinção das Ordens religiosas. E, à esquerda, o o belíssimo edifício do Banco de Portugal.
Assim terminou nosso passeio por Coimbra, e o terceiro dia da viagem por Portugal.
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