Depois de passados os primeiros dias, aquela correira atrás de piso (apartamento), aos poucos as coisas estão se acalmando.
Desde sábado estou vivendo no novo apartamento, ele está localizado a dois minutos da “Facultad de Derecho”, próximo também a Catedral de Valladolid, a Plaza Santa Cruz, a casa del Estudiante... Na verdade moro perto de quase tudo, porque como já disse antes, as coisas aqui são muito próximas, mas ainda continuo me perdendo, talvez pq tem muitas ruas pequeninhas, parecidas, há muitas praças e igrejas e aos pouquinhos estou conseguindo diferenciá-las.
O piso é bom. Pelo menos está sempre quentinho! Só estranho o fato de não ter forno, nem pia para lavar roupa, somente máquina. Ah, também não tem TV, mas logo logo a Fé, proprietária, irá comprar uma.
Desde que cheguei, todos os dias foram muito cansativos, caminhamos muito, fazemos muitas coisas num dia. Vou contá-los de forma bem resumida:
Sábado: Acordamos tarde, estávamos no piso do Emanuel, um velhinho aparentemente simpático. Fomos até o piso da Fé. Explico: Pretendíamos alugar o piso do Emanuel mas após passar uma noite no lugar, mudamos de idéia, principalmente pq lá era muito frio. Então fechamos o contrato com a Fé. Fomos buscar nossas malas, no caminho nos encantamos por uma loja com roupas em 'rebajas' (liquidação). Quando voltamos eram 21:30 e precisávamos ir no mercado, os maiores fechavam às 22:00. A única opção foi sair correndo, literalmente, atrás de um. Creio que foi a única vez que vi alguém correndo pelas ruas. Parecíamos três locas correndo, perguntando ofegantes a cada esquina onde era o mercado, até que o encontramos! Fizemos algumas compras básicas. A janta desse dia foi arroz com bife acebolado e estava uma delícia, uma pq a vontade de comer alguma coisa conhecida era grande, outra porque, modéstia a parte, somos ótimas cozinheiras.
No domingo acordamos tarde, fizemos uma massa. Depois fomos num bar chamado La Passion Café, um bar muito estiloso, com uma decoração repleta de objetos de diversas culturas e religiões, tinha, por exemplo, um quadro da Frida e um do Manu Chao. Na noite assistimos o filme “Quanto vale ou é por quilo?”, filme brasileiro que retrata duas épocas distintas (comércio dos escravos e a atual exploração da miséria) que são, na verdade, muito parecidas. Que os/as negros/as do século XXI são escravos sem patrão, pessoas com menores oportunidades, criticando fortemente as ONG's, por sua solidariedade de mentirinha.
Em breve escreverei mais... Beijos com muita saudade!
Percebi pelos teus relatos que a única coisa que não mudou é que vocês acordaram tarde os dois dias.
ResponderExcluireheheheheh
abraços